Como observa o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o bloco de concreto é um item que parece simples, porém define o ritmo de obra, qualidade do acabamento e até o volume de retrabalho quando é escolhido sem critério. Na prática, a performance da alvenaria começa no componente, não no revestimento. Se você quer comprar com mais segurança e evitar surpresas no canteiro, siga a leitura e veja o que realmente precisa ser verificado antes de fechar o pedido.
Por que resistência, absorção e dimensional determinam o desempenho?
Bloco de concreto entrega resultados quando três fatores trabalham juntos: resistência compatível com a função da parede, absorção de água equilibrada e regularidade dimensional. À luz de uma abordagem técnica, falhar em qualquer um desses pontos costuma gerar efeitos em cadeia, como consumo maior de argamassa, desalinhamento, correções de prumo e fissuras que aparecem no acabamento.
Resistência à compressão e consistência entre lotes
Bloco de concreto precisa ter resistência à compressão adequada ao sistema construtivo adotado. Em alvenaria estrutural, a exigência é mais rigorosa, pois as paredes participam do suporte de cargas e da estabilidade. Em vedação, a resistência continua relevante, principalmente por durabilidade e resistência a impactos, ainda que o papel estrutural seja diferente.
Como destaca o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a resistência não deve ser analisada como um número isolado, e sim como indicador de regularidade de produção. Um dos riscos mais comuns em obra é a variação entre lotes, que pode resultar em paredes com comportamento desigual, exigindo ajustes na execução e, por conseguinte, elevando o custo real. No entendimento de quem busca previsibilidade, vale exigir documentação do produto e manter padrão de fornecimento, reduzindo trocas de fabricante ou mudanças de especificação durante a obra.
Absorção de água e reflexo direto na aderência e no revestimento
Bloco de concreto com absorção inadequada tende a comprometer a interface com argamassas e revestimentos. Se a absorção for alta demais, o bloco pode “puxar” água rapidamente, prejudicando a hidratação correta da argamassa e enfraquecendo a aderência. Se for muito baixa, há risco de baixa ancoragem, exigindo preparo de base e métodos de aplicação mais controlados.

Conforme enfatiza o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a absorção precisa ser estável e compatível com o método executivo, porque a obra não pode depender de improvisos para fazer o revestimento funcionar. Tendo em vista esse cenário, cuidados de estocagem e proteção contra umidade excessiva também influenciam o comportamento do bloco. Como resultado, o controle começa ainda no recebimento: material molhado, sujo ou armazenado de forma incorreta tende a aumentar perdas e gerar inconsistências de desempenho.
Dimensional, tolerâncias e impacto na produtividade do canteiro
Bloco de concreto com variação dimensional gera perda de produtividade de maneira silenciosa. A parede sobe, mas exige correções frequentes, aumenta o consumo de argamassa e cria irregularidades que acabam compensadas no emboço. Em linhas gerais, quanto maior a variação, maior a dependência de “ajuste fino” em campo, o que drena tempo e eleva o custo do acabamento.
Como evidencia o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, a regularidade dimensional reduz retrabalho porque facilita controle de prumo e alinhamento, melhora a paginação e diminui a necessidade de recortes. Visando a esse ganho, é essencial observar tolerâncias de comprimento, largura e altura, além da integridade das peças. Blocos com cantos quebrados, faces irregulares e variação de espessura comprometem o assentamento e aumentam a chance de patologias, especialmente em encontros de paredes e regiões próximas a aberturas.
Decisão de compra com foco em custo total e desempenho
Como resume Engenheiro Valderci Malagosini Machado, Diretor Técnico, o bloco de concreto deve ser escolhido por desempenho real, não apenas por preço unitário. Resistência, absorção e dimensional determinam consumo de argamassa, velocidade de execução, estabilidade de revestimentos e nível de correção necessário para atingir um bom acabamento. Comprar certo é diminuir perdas, reduzir retrabalho e manter o cronograma sob controle.
Autor: Terry Devinney

