Coordenadora da reeleição do governador aposta em maior articulação política nessas três cidades do Grande ABC entre as seis áreas consideradas decisivas na disputa de outubro.
Faltam poucos meses para o eleitor paulista voltar às urnas, e a corrida ao governo do estado já começa a desenhar suas prioridades geográficas. Entre as cidades que vão receber atenção redobrada da campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) estão três municípios do Grande ABC: São Bernardo do Campo, Diadema e Mauá. A informação chama atenção de quem acompanha a política regional porque nem sempre é fácil entender por que determinadas cidades pesam mais do que outras no tabuleiro eleitoral estadual. O que faz dessas três cidades peças tão importantes na estratégia de Tarcísio, e o que esse movimento pode significar para o eleitor do ABC nos próximos meses até o pleito de outubro? A resposta passa pela forma como o governo estadual enxerga a Região Metropolitana de São Paulo e pelo histórico político recente dessas localidades.
A escolha estratégica da campanha e o peso do Grande ABC
Segundo apurou a coluna Cena Política, do Diário do Grande ABC, a coordenadora da campanha à reeleição do governador Tarcísio de Freitas, a secretária Natália Resende, da pasta de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, entende que será preciso aumentar a articulação política na Região Metropolitana na cada vez mais próxima batalha pelo voto. Não se trata de uma escolha aleatória. De acordo com o levantamento da própria campanha, seis cidades são consideradas estratégicas, três delas no Grande ABC: São Bernardo, Mauá e Diadema, além de Osasco, Carapicuíba e Guarulhos. Diário do Grande ABCDiário do Grande ABC
Essa concentração de esforços em municípios da Região Metropolitana não é surpreendente para quem observa o mapa eleitoral paulista. São cidades populosas, com eleitorado numeroso e historicamente disputado entre diferentes forças políticas, o que as torna decisivas para qualquer candidato que queira ampliar sua base fora da capital. No caso específico do Grande ABC, o dado reforça algo que analistas políticos da região já vinham sinalizando: PSDB, MDB, PT, PL e outras siglas com presença consolidada em São Bernardo, Mauá e Diadema vão disputar palmo a palmo o apoio dessas prefeituras e de suas respectivas bases eleitorais até outubro.
O que já se sabe sobre os movimentos de bastidores no ABC
O interesse do governo estadual pelo Grande ABC não surge isolado. Nas últimas semanas, a coluna política do Diário registrou uma série de movimentos que ajudam a montar o quebra-cabeça da disputa. Em junho, por exemplo, o Cidadania fechou questão e decidiu apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas em outubro, em negociação conduzida pelo presidente estadual da agremiação, João Viana, que é vereador em São Bernardo. Esse acordo tem um efeito colateral relevante para a política local: como o partido é federado com o PSDB, o entendimento deve forçar a desistência do tucano Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, o que reorganiza o tabuleiro de alianças justamente no Grande ABC. Diário do Grande ABCDiário do Grande ABC
Ao mesmo tempo, outros nomes da região também se movimentam de olho em outubro. Em São Bernardo, o vereador por cinco mandatos e ex-vice-prefeito Luiz Zacarias vai apostar na experiência acumulada nos cargos que ocupou para buscar uma vaga de deputado estadual, enquanto figuras como o ex-prefeito Orlando Morando e o ex-prefeito William Dib também aparecem no radar de futuras disputas proporcionais na região. Esse conjunto de movimentações mostra que o interesse da campanha de Tarcísio por São Bernardo, Diadema e Mauá não acontece em um vácuo político, mas dentro de um cenário já bastante aquecido, com pré-candidaturas se organizando e alianças sendo reforçadas ou rompidas semana após semana. Diário do Grande ABC
O que o eleitor do Grande ABC pode esperar até outubro
Para quem vive no Grande ABC, esse tipo de notícia costuma gerar uma pergunta prática: o que muda de fato no dia a dia da cidade quando ela é classificada como estratégica por uma campanha estadual? Na prática, esse status normalmente se traduz em mais visitas de autoridades estaduais, anúncios de obras e investimentos direcionados ao município, e maior presença de aliados locais nos palanques da campanha. Também é comum que prefeitos e vereadores da região busquem, nesse período, aproximação mais explícita com o governo estadual, na expectativa de obter recursos ou apoio político em troca do engajamento na campanha.
Vale lembrar que esse tipo de articulação é parte normal do processo eleitoral brasileiro e não deve ser confundido, por si só, com irregularidade. O que os moradores de São Bernardo, Diadema e Mauá podem fazer, daqui até outubro, é acompanhar de perto quais compromissos são assumidos publicamente pelas lideranças que buscam seu voto, e cobrar, depois da eleição, que essas promessas sejam cumpridas. A disputa pelo governo estadual tende a ganhar ainda mais intensidade no Grande ABC nas próximas semanas, à medida que os partidos definem oficialmente seus candidatos e o período eleitoral se aproxima.
Fonte consultada: dgabc.com.br
